A viagem ocorreu após o parlamentar descumprir uma medida cautelar emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.
Trajeto e controle migratório
A travessia e o deslocamento do senador foram articulados de forma discreta:
Saída do país: Na noite de terça-feira (27), o parlamentar ingressou no território argentino por via terrestre através da Ponte Internacional Tancredo Neves, na fronteira em Misiones.
Embarque executivo: O grupo seguiu para o aeroporto de Puerto Iguazú, onde embarcou em um jatinho Gulfstream G400.
Rota sem sobrevoo nacional: O plano de voo passou pelos espaços aéreos de Paraguai, Bolívia e Peru, evitando o espaço aéreo do Brasil.
Escala técnica e chegada: Após parada para reabastecimento em Guayaquil, no Equador, a aeronave pousou no Aeroporto Executivo Opa-locka, na Flórida, por volta das 10h24 (horário local).
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que a família apresentou documentação válida no momento do controle fronteiriço e não registrava pendências legais no país vizinho.
Entrada nos EUA e repercussão
No desembarque em solo norte-americano, Flávio Bolsonaro e seus familiares foram recebidos por agentes e conduzidos a um veículo que os aguardava na área externa do aeroporto. Até o momento, o parlamentar e sua equipe não emitiram posicionamentos públicos a respeito do deslocamento.
O Departamento de Estado norte-americano indicou autorização para o ingresso da família e a emissão dos vistos correspondentes, cujas categorias ainda não foram especificadas pelas autoridades em Washington.

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