A guarnição Força Tarefa (FT04) do 7º Batalhão de Polícia Militar do município de São José da Tapera foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), para verificar uma denúncia envolvendo uma possível situação de violência sexual contra uma criança. Assim que chegaram ao local indicado, os policiais foram recebidos pela mãe da suposta vítima, que detalhou o ocorrido.
Segundo ela, o filho, uma criança de seis anos, havia saído para pescar acompanhado do avô e de um irmão. Junto ao grupo, também estava outra criança da vizinhança, com a mesma idade. De acordo com o relato da genitora, em dado momento, o irmão da vítima percebeu a ausência do garoto na área em que estavam pescando e começou a procurá-lo.
Durante as buscas, ele acabou encontrando a vítima em uma situação preocupante: a criança estava com o short abaixado e sendo supostamente molestada pela outra criança que integrava o grupo. O irmão imediatamente relatou o ocorrido à mãe, informando que viu o outro menor tocando nas partes íntimas da vítima. Além disso, a mãe relatou que, conforme as declarações feitas pelos filhos, a outra criança teria inclusive oferecido dinheiro à vítima enquanto fazia uso de expressões verbais consideradas totalmente incompatíveis para sua idade.
Após tomar conhecimento do acontecido, ela foi até a residência da outra criança na tentativa de abordar a família sobre o fato, mas não obteve nenhuma resposta. A genitora ainda destacou um dado preocupante sobre a família do menor envolvido. Segundo ela, outro membro do núcleo familiar, um irmão mais velho da criança, de cerca de 12 anos, já teria sido vítima de violência sexual no passado. No entanto, conforme registrado em seu depoimento, essa situação não teria recebido o devido acompanhamento psicossocial, fato que agrava ainda mais sua preocupação com o contexto geral ao qual as crianças estão expostas.
Devido à gravidade da situação, o Conselho Tutelar foi imediatamente acionado e acompanhou todo o desenrolar da ocorrência. O caso foi então encaminhado às autoridades competentes para a condução das medidas necessárias, visando garantir a proteção das crianças envolvidas e a investigação adequada dos fatos.
Ainda é importante destacar que, segundo testemunhos colhidos no local, a criança apontada como autora do ato apresenta comportamentos e linguagem que não condizem com sua idade. Isso demonstra sinais possíveis de exposição precoce a situações sexualizadas inadequadas. As declarações atribuídas ao menor reforçam a necessidade urgente de um acompanhamento especializado e uma apuração minuciosa pelas instituições responsáveis.
Tais medidas são indispensáveis para avaliar uma eventual condição de vulnerabilidade e investigar a possibilidade de que ele também esteja sendo submetido a algum tipo de abuso ou outros fatores adversos.
Redação / Por: Portal Tupi com informações da ASCOM do 7º BPM
FONTE/CRÉDITOS: Portal Tupi com ASCOM 7º BPM
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