A gestão dos prefeitos JHC e Rodrigo Cunha publicou um lote de 8.334 autos de infração de trânsito, notificando 7.001 proprietários e condutores em Maceió. A divulgação, feita em uma única edição do Diário Oficial do Município, ocorre em meio ao cenário de queda na arrecadação e às dificuldades financeiras enfrentadas pela administração municipal.
As notificações, publicadas pelo Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), reúnem infrações registradas entre 11 de dezembro de 2025 e 16 de junho de 2026, abrangendo o período final da gestão de JHC e os primeiros meses da administração de Rodrigo Cunha. Os autos ficaram acumulados por aproximadamente seis meses antes de serem publicados.
A divulgação acontece em um momento de pressão sobre as contas da Prefeitura, que enfrentou recentemente problemas na coleta de lixo, atrasos em pagamentos a empresas terceirizadas, dificuldades para quitar salários de trabalhadores dos Gigantinhos e críticas relacionadas às mudanças no trânsito da capital.
Ao todo, o lote reúne infrações enquadradas em 109 códigos diferentes, com prazo para apresentação de recurso à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) até 19 de agosto.
Nos bastidores políticos e administrativos, a publicação concentrada das notificações é vista como uma medida que pode reforçar a arrecadação própria do município. Embora as multas tenham como finalidade legal garantir o cumprimento das normas de trânsito e promover a segurança viária, a concentração de milhares de autos em uma única edição amplia o impacto financeiro sobre os condutores notificados.
Do total de infrações, 5.142 (62%) foram lavradas por agentes de trânsito durante fiscalizações presenciais. Outras 2.829 (34%) tiveram origem em equipamentos eletrônicos, principalmente por avanço de sinal vermelho. Os demais registros correspondem a outras modalidades de fiscalização.
A reportagem procurou o DMTT para obter informações sobre a periodicidade das publicações, o valor total das multas, comparativos com o lote anterior e o detalhamento das infrações. Até o fechamento desta matéria, o órgão não havia respondido aos questionamentos. O espaço segue aberto para manifestação.

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