A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante um homem que se passava por médico para atender uma criança de dez anos diagnosticada com um tumor cerebral em estágio avançado. A prisão ocorreu após a própria mãe da paciente suspeitar do atendimento, reunir evidências e acionar as autoridades.
O suspeito, identificado como Diogo Serpa, utilizava a identidade falsa de "Jeferson Targino Sampaio". Segundo as investigações, ele é proprietário de uma empresa de tecnologia e não possui qualquer formação ou registro acadêmico em medicina. Mesmo assim, prescrevia medicamentos e determinava condutas terapêuticas em consultas domiciliares e particulares de alto valor.
Falha na checagem de profissionais
A paciente, que exige cuidados intensivos e já passou por dez procedimentos cirúrgicos — sete deles na região craniana —, recebeu a visita do falso profissional ao menos cinco vezes no período de seis meses.
O atendimento domiciliar foi viabilizado por meio das prestadoras de serviços de home care Health Mais Cuidados e Gestão e Alpha Care Cuidados, terceirizadas pela operadora de saúde Unimed Nova Iguaçu. A polícia abriu um inquérito para apurar a responsabilidade do plano e das empresas na checagem do credenciamento do profissional.
Histórico criminal e fraudes anteriores
Durante a verificação dos dados, a polícia constatou que Diogo Serpa já possui registros criminais acumulados entre 2023 e 2025 pelos crimes de falsidade ideológica e furto de remédios. Além disso, apurou-se que, em 2021, o acusado usou um registro médico falso para furar a fila da vacinação contra a Covid-19.
O caso segue sob investigação para identificar eventuais danos à saúde da criança e averiguar a omissão das empresas.
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