Segundo as informações divulgadas pelo Instituto Médico Legal (IML), a bebê faleceu em decorrência de asfixia por sufocação direta. Os exames apontaram indícios de obstrução das vias respiratórias por um agente externo, descartando a presença de corpos estranhos no interior do aparelho respiratório.
Com o documento oficial integrado ao inquérito, as autoridades policiais avançam nas investigações para esclarecer as circunstâncias exatas da tragédia e apurar as responsabilidades criminais. A mãe da recém-nascida já foi ouvida pelos investigadores.
Entenda o caso
O episódio trágico começou na cidade de Pariconha, no Alto Sertão de Alagoas, onde a família reside. No último sábado (13 de junho de 2026), a bebê deu entrada já sem vida no Hospital Regional do Alto Sertão, localizado no município de Delmiro Gouveia.
De acordo com as primeiras informações colhidas pela polícia, a menina estava dormindo na mesma cama que a mãe. A situação foi percebida por outro filho da mulher, que notou que a irmã estava arroxeada (cianótica) e apresentando sangramento nasal. Assustados, os pais socorreram a filha e a levaram imediatamente ao hospital, mas a equipe médica apenas pôde constatar o óbito.
Linhas de investigação e procedimentos
Diante do cenário, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar acompanharam os pais até o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Delmiro Gouveia, onde eles prestaram os primeiros depoimentos.
Uma das principais hipóteses trabalhadas pela Polícia Civil é a de que a mãe possa ter rolado sobre o corpo da criança acidentalmente durante o sono. A investigação apura se houve consumo de bebidas alcoólicas por parte da responsável antes de dormir, o que poderia ter comprometido sua percepção. O inquérito segue em andamento aguardando as conclusões finais das perícias complementares.

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