A Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente um homem de 26 anos, identificado como Natan Roberto de Oliveira Silva, suspeito do feminicídio e da ocultação do cadáver de Samara Ellen da Silva, também de 26 anos. A vítima, natural de Alagoas, foi morta e esquartejada na Zona Sul da capital paulista. Segundo os investigadores, o suspeito confessou a autoria do crime após ser localizado.
As apurações apontam que o homicídio ocorreu no dia 11 de julho. O caso tomou novos rumos no início de agosto, quando um braço humano foi localizado perto da Ponte do Socorro, no Rio Guarapiranga. A perícia técnica confirmou a identidade de Samara por meio de exames de datiloscopia (impressões digitais).
Após a identificação do membro, os agentes mapearam a rotina da vítima e chegaram ao suspeito. Durante as investigações, a polícia descobriu que Natan usava o celular de Samara para enviar mensagens de texto para a mãe dela, tentando fingir que a jovem continuava viva. A estratégia gerou desconfiança na família, já que mãe e filha costumavam se comunicar prioritariamente por áudios.
Em depoimento, o investigado afirmou ter colocado as partes do corpo da jovem em malas e realizado o descarte em pontos distintos durante a madrugada. Ele indicou à equipe policial os locais onde teria abandonado os restos mortais, e as buscas na região continuam.
Com a autorização da Justiça, foi decretada a prisão temporária do suspeito por 30 dias. Os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares e dispositivos eletrônicos para análise pericial. O caso está registrado e é apurado pelo 92º Distrito Policial (Parque Santo Antônio).
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